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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Relatos de viagem: Santiago e Mendoza

Não gente, eu não abandonei o blog!

Como eu comentei no último post, fui passar uma semaninha entre Santiago e Mendoza. Depois disso ainda dei uma fugidinha e fiquei mais alguns dias na casa da minha mãe, que mora em Santa Catarina.

Mas agora estou de volta e para me redimir da ausência, hoje serão 3 posts de uma só vez. Todos com dicas e relatos de viagens. Espero que gostem!

Santiago:

A passagem por Santiago foi bem rapidinha, apenas um dia e meio e sem malas - a TAM fez o favor de extraviar as nossas e só devolvê-las no dia seguinte. O pior é que a minha máquina fotográfica estava lá dentro (raiva!), por isso vou ficar devendo as fotos da capital chilena - apenas tirei algumas com o iphone do marido.

Eu gostei bastante de Santiago, é uma cidade muito limpa e organizada com várias coisas para fazer.

As atrações imperdíveis são: Plaza das Armas, Palácio de la Moneda, Quarteirão Paris- Londres, Bairro Las Condes, Cerro San Cristóban, La Chascona - famosa casa do poeta Pablo Neruda, entre várias outras.

Como tivemos pouco tempo no Chile não vou me atrever a dar muitas dicas, mas quem estiver indo para lá e quiser relatos detalhados pode entrar no blog Matraqueando, que foi onde eu pesquisei antes de viajar.

Restaurantes que provei e aprovei: Como Água para Chocolate (Bairro Bellavista), Aqui está Coco (Bairro Providência).

Santiago a Mendoza de ônibus:

Minha irmã já tinha feito esse trajeto no ano passado e me deu várias dicas. Comprei as passagens pela internet no site da empresa CATA, e deu tudo certo! São várias opções de ônibus e preços, nós pegamos o leito e pagamos 140 pesos argentinos, o que equivale a mais ou menos 70 reais.

Reservamos as duas primeiras poltronas na parte superior do ônibus para ter uma visão melhor!

São mais de 400 km de paisagens maravilhosas, passando pela Cordilheira dos Andes.



Los Caracoles
Aconcágua
A viagem dura em torno de 7 horas, a única coisa meio chatinha é a parada na fronteira Chile/Argentina para fazer a imigração - los hermanos são muito enrolados!

Durante o inverno as paisagens devem ficar ainda mais bonitas, no entanto, a viagem se torna perigosa por causa da neve - muitas vezes a estrada é interditada.

Mendoza:

Chegamos em Mendoza no final da tarde e já saimos para conhecer o local.

A cidade é pequena, tranquila, arborizada e muito charmosa, a parte turística gira em torno da Plaza Independência e em poucas horas dá para conhecer tudo.  

Plaza Independência

As regiões onde se encontram as vinícolas ficam um pouco mais afastadas e é necessário contratar uma excursão ou tour particular para conhecê-las (esse será o assunto do próximo post).

Como não tinhamos almoçado, nem preciso dizer que estávamos famintos e loucos para comer uma deliciosa carne argentina. Procurei alguns restaurantes perto do nosso hotel no Trip Advisor e li boas referências do Ocho Cepas. Lá fomos nós!


O restaurante é pequeno, mas muito aconchegante!!!

Para começar pedimos as famosas empanadas, que estavam divinas.


Meu prato principal foi um ojo de bife com batatas e legumes. De comer rezando!


O Victor pediu um bife de chorizo, que segundo ele estava maravilhoso também.


Para acompanhar é claro que não poderia faltar um bom vinho nacional.


Saimos de lá rolando, mas muito satisfeitos e prontos para a maratona de vinhos que nos aguardava no dia seguinte.


Bodegas de Mendoza - Parte I

Mendoza conta com mais de 1.200 vinícolas ou bodegas (como preferem os argentinos), não é à toa que toda a cidade gira em torno da produção de vinhos e essa é a principal atração turística do local. Qualquer hotel oferece tours que fazem passeios por bons preços.

Como o Victor queria conhecer vinícolas bem específicas, antes mesmo de partirmos eu fiz uma pesquisa em vários blogs e encontrei indicações do Ariel Sosa, um guia que faz tours personalizados. Entramos em contato com ele e planejamos visitar 6 vinícolas em dois dias.

Antes mesmo do horário combinado, o Ariel já estava nos esperando no saguão do hotel para partirmos em direção a Lujan de Cuyo e Maipú - duas das três principais regiões produtoras de vinhos de Mendoza. Ainda na estrada ele já foi nos explicando sobre o clima, sistemas de irrigação dos parreirais, história da cidade, elaboração dos vinhos, etc.

Catena Zapata:

A primeira vinícola a ser visitada não poderia ser outra! Nós adoramos os vinhos da Catena Zapata e estávamos loucos para conhecer o local onde eles são produzidos.

A Catena dispensa maiores apresentações, seus vinhos são muito conhecidos e apreciados no Brasil. É uma vinícola familiar muito antiga, que ganhou fama nas mãos do visionário Nicolás Catena que ao voltar de uma temporada nos EUA resolveu aprimorar e difundir o negócio de sua família por todo o mundo. Hoje a vinícola é reconhecida como uma das melhores da Argentina e seus rótulos são premiados no mundo inteiro.

Logo no começo eles nos levam para uma salinha e passam um vídeo sobre a história da família Catena Zapata, o que foi bom para entendermos a árvore genealógica, já que praticamente todos os vinhos levam o nome de algum membro do clã.

Depois disso passamos pela sala das barricas e subimos até o terraço para ver os vinhedos. Ao final eles oferecem uma taça de vinho (D.V Catena Malbec 2010) e quem quiser pode pagar um pouco a mais para fazer a degustação completa.

Na realidade, como era a nossa primeira vinícola que eu senti falta de maiores explicações técnicas e achei a visita um pouco superficial. Mas valeu a pena!

Fonte: site Catena
Sala das Barricas
Degustação
Angélica Zapata - nosso preferido!

Achaval Ferrer:
Segundo o guia Descorchados 2009, essa vinícola produz o melhor vinho tinto da Argentina (Finca Mirador Malbec 2006) e, por esse motivo, fomos até lá.

A Achaval Ferrer é uma vinícola boutique muito charmosa, nós chegamos um pouco atrasados e pegamos a visita pela metade, mas o guia era muito simpático e falava um bom português. Além de vinhos ali também são produzidos ótimos azeites de oliva.

A degustaçõ no final é gratuita para quem comprar alguma garrafa, seja de azeite ou vinho!

Achaval Ferrer
Os vinhedos e as oliveiras
Nós dois!

Ruca Málen:

Em todos os blogs que pesquisei antes de viajar o almoço na bodega Ruca Málen foi superindicado. Então, lá fomos nós!

Ao chegarmos, fizemos uma visita rapidinha e logo já fomos para o restaurante, todo envidraçado com vista para os vinhedos. O almoço era composto de 5 passos: duas entradas, um prato pricipal e duas sobremesas. Tudo harmonizado com os vinhos ali produzidos, uma delícia!

Uma das entradas: empanada de batata!
Prato principal: lomo de bife
Sobremesa: panacota

As paisagens do nosso almoço:

As cores do outono!

Cabelos ao vento!

Alamos, árvore típica da Argentina
Em meio aos vinhedos
Fim do primeiro dia,  preparados para mais vinhos no próximo post!?

Bodegas de Mendoza - Parte II

Acordamos cedo, prontos para mais um dia de visita às Vinícolas.

Destino: Valle do Uco - Bodega Azul, Salentein e O. Fournier.

O Valle do Uco fica a mais ou menos 1 hora e meia do centro da cidade, é a zona de maior altitude e também a mais fria da região. Lá estão localizadas algumas das melhores vinícolas de Mendoza, conhecidas especialmente pelas variedades Malbec, Merlot, Pinot Noir e Tempranillo.

As paisagens pelo caminho não poderiam ser  mais lindas: pré - cordilheira de um lado, vinhedos do outro. Para a nossa sorte tinha nevado no alto das montanhas na noite anterior, o que deixou tudo bem branquinho. 

Nosso famoso guia Ariel parou no meio da  estrada para tirarmos algumas fotos e foi nos dando mais uma aula sobre vinhos até chegarmos na primeira Bodega do dia.

Pré- Cordilheira
Ao fundo: Vulcão Tupungato
Victor e Ariel
La Azul:

Essa Bodega não estava no nosso roteiro, mas o Ariel insistiu em nos levar até lá para conhecermos uma legítima vinícola boutique argentina, com capital 100% nacional.

Apesar do seu tamanho, a Azul conta com a mais alta tecnologia, todos os seus vinhos passam por barris de carvalho francês e americano e são de ótima qualidade.

Quem nos ciceroneou foi o Luisito, segundo enólogo da adega. Como a vinícola é bem pequena pudemos provar os vinhos direto da barrica, e acompanhar todo o processo de vinificação.


http://bodegaazul.com.ar/

Salentein:

Partimos em direção a segunda vinícola e meu estômago avisava que eu tinha exagerado no dia anterior! Resolvi então dar um tempo nos vinhos e fazer a visita sem degustação (apenas tomei uns golinhos das taças do Victor).

A Salentein é uma das maiores Bodegas de Mendoza, está localizada em um belíssimo lugar e possui uma ótima infra-estrutura para receber turistas. Seu restaurante tem vista para os parreirais e oferece pratos diferenciados todos os dias. O complexo ainda conta com várias salas de degustações, lojas de vinhos e uma bela galeria de arte.

Fonte: site da Salentein
Sala de barricas. Fonte: site da Salentein

Fizemos um tour privado muito interessante com a simpática guia Mariângela e ficamos impressionados com o tamanho da vinícola, que tem uma das maiores produções da região.

Foto: essa é minha!


A degustação foi feita em uma sala especial e incluia uma tábua de frios e também um caderninho para anotarmos as impressões dos vinhos que experimentávamos. Para terminar, ainda fizemos um belo passeio pelo meio dos vinhedos.


Eu e o Victor nos surpreendemos muito com a visita, qualidade dos vinhos e simpatia dos funcionários e, por tudo isso, elegemos a Salentein como o melhor tour da viagem!


http://www.bodegassalentein.com/


O. Fournier:

Última Bodega da viagem (ufa!).

Os vinhos da O. Fournier são de altíssima qualidade, e estão entre os melhores da América do Sul. A arquitetura do local é impressionante e desde de 2008 conta com um restaurante de alta gastronomia, onde almoçamos.

Só que depois de cinco vinícolas e várias degustações, meu estômago já não suportava mais nenhuma gota de álcool e eu não consegui provar os vinhos. Tudo bem, o Victor fez isso por mim!



Na caminho de volta fui dormindo no banco de trás de carro, enquanto o Victor tagarelava com o nosso guia. Tinhamos programado um último jantar no recomendadíssimo restaurante Azáfran, mas depois de toda essa maratona enogastrônomica não conseguimos força para sair do hotel.

No dia seguinte era chegada a hora de dar tchau para Mendoza, com a certeza de que um dia ainda iremos voltar, afinal são mais de 1.200 Bodegas e nós só visitamos 6 delas.

Ariel, se você estiver lendo esses posts, gostaria de agradecer por ter nos recebido tão bem e por ter nos ensinado tanto sobre essa linda cidade e seus vinhos. Muchas gracias e hasta luego!

Quem for para Mendoza não pode deixar de entrar em contato com ele, recomendamos de olhos fechados:


arielsosamza@yahoo.com.ar


Espero que tenham gostado dos meus relatos!

Quem se animar em fazer essa viagem e tiver alguma dúvida, por favor entre em contato que terei prazer em ajudar.